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Trilhos e trens na história do Brasil.

"baronesa" a primeira locomotiva do Brasil

    A trajetória das ferrovias no Brasil teve início em 1854, impulsionada pelo pioneirismo do Barão de Mauá e com o aval do imperador Dom Pedro II. Inspirados nos modelos europeus, as locomotivas a vapor desafiaram serras e vales para integrar o território, encurtando distâncias que antes pareciam intransponíveis. Esse modal foi fundamental para escoar a produção cafeeira rumo aos portos e transformou profundamente o cotidiano de vilarejos e capitais, que passaram a se organizar ao redor do apito das locomotivas. 

maior trem cargueiro do Brasil
   Até meados do século XX,  a malha ferroviária viveu seu apogeu. Contudo, a partir dos anos 1960, automóveis e caminhões passaram a dominar o cenário nacional. Essa transição priorizou o transporte de cargas em prejuízo do movimento de passageiros,  resultando no abandono de quase 7 mil km de trilhos, uma escolha oposta à de continentes como a Europa e a Ásia, que continuaram a ampliar e modernizar suas malhas. A China, por exemplo, tem mais de 150 mil km de ferrovias e a Alemanha, cerca de 40 mil km, em território muito menor que o brasileiro.

    O antigo símbolo de desenvolvimento e integração acabou se fragmentando. Atualmente, parte do que restou das linhas históricas funciona como atração de turismo de alto custo, a exemplo da Maria Fumaça em São Paulo e da Serra Verde Express no Paraná. Essas rotas oferecem uma imersão nostálgica e pitoresca voltada apenas a uma parcela seleta da população que pode pagar por esse privilégio.

SEXTA-FEIRA 13

Sexta feira 13 de março de 2026
Dia de má fama

    Você pode não acreditar em tudo o que dizem por ai, mas que esse
dia é muito mal falado por muita gente a muito tempo, isso não há dúvida. Dizem que foi numa sexta feira 13 que Adão e Eva comeram o fruto proibido. Numa sexta-feira 13, Caim teria cometido o primeiro assassinato da história e matado Abel. Também nessa data o Templo de Salomão foi destruído e até a Arca de Noé teria zarpado no Grande Dilúvio nesse mesmo dia

    Na mitologia nórdica europeia, há uma história de 12 Deuses foram convidados para um banquete no Valhalla. Mas Loki, um Deus que está até nos cinemas hoje, apareceu sem ser chamado, Sendo assim o 13º convidado. Indignado por ter sido excluído, ele armou uma confusão que resultou na morte de Balder, o Deus mais amado de todos. Moral da lenda: sentar 13 pessoas à mesa traz azar. Aliás, já reparou que os conjuntos de mesa são vendidos em números pares?

    No cristianismo, a história da “Última Ceia” conta a mesma matemática: estavam reunidos Jesus e seus 12 apóstolos, quer dizer, 13 pessoas à mesa. E sabemos o que aconteceu depois: Judas, o 13º convidado, traiu Jesus, que foi crucificado numa sexta-feira, 13 provavelmente.

QUE DIA É HOJE?

Representação do Calendário Maia

É fevereiro  e estamos no Brasil. E fevereiro é um mês diferente. Aqui aprendemos desde criança a contar seus 28 ou 29 dias. Na Rússia isso nem sempre foi assim. Durante a Revolução Bolchevique o país vivia no calendário juliano, aquele criado por Júlio César em 46 a.C. A  maior parte da Europa já usava o calendário gregoriano (o nosso). A diferença entre os dois? 13 dias. O novo poder soviético resolveu entrar no século XX de uma vez. Em 31 de janeiro de 1918, os russos foram dormir e acordaram no dia  14 de fevereiro no primeiro ano novo socialista.

Ainda sobrevivem pelo mundo outros calendários que datam e preservam culturas antigas com seus dias, seus meses e até seus anos, de maneira relacionada a percepção do mundo ao seu redor. E em lugares diferentes, todos tem seus dias diferentes, suas datas e seus costumes especiais.

CADÊ O RESPEITO

Mônica se espanta ao encontrar seu Sansão com um nó nas orelhas
Tema retratado nos guibis
    Pois que anda desaparecido, quase nunca é visto e as vezes quando aparece até causa espanto.

    O desrespeito por sua vez, esse sim marca presença marcante entre nós e está cada vez mais em alta.

    As novas tecnologias com a internet invadiram nossas vidas, criando um eco sistema onde velhos problemas humanos ganharam nova projeção. A xenofobia, a discriminação, o racismo e o ódio, por exemplo, correm soltos nas redes sociais, alicerçadas na simples falta de respeito de uns pelos outros.

    Palavras e ações desrespeitosas são fáceis de aprender. Ofender, xingar e generalizar é muito simples e corriqueiro. As crianças brincando se desrespeitam, sem querer, sem saber, desrespeitam os outros, brincando, sem se dar conta, se ofendem, ofendem os outros, se agridem, se machucam…

OS SACIS

Ziraldo

    Brasileiros porque nasceram aqui. Ainda que de pais estrangeiros, foram acolhidos pela nossa nação, historicamente inclusiva. Os Tupi-Guaranis foram os primeiros a se depararem com essa entidade e são portanto as fontes primárias das histórias que há tantos anos são contadas no sudeste da América do Sul.
    A origem indígena do Saci pode ser corroborada pela correspondência com outras lendas semelhantes na cultura de povos originários de países fronteiriços ao Brasil. No Paraguai, Argentina e Uruguai, os guaranis falam de Yasí Tere (ou Yasy-Ateré). Seria uma espécie de anão, que desorienta os viajantes, sequestra crianças e moças e possui uma varinha ou bastão mágicos.

A DIALÉTICA ENTRE O INDIVÍDUO E O COLETIVO


    Que relações podemos estabelecer entre o indivíduo e o coletivo?

    É uma estratégia pedagógica iniciar um assunto com uma pergunta. Isso faz parte de uma metodologia problematizadora, alá Paulo Freire.
Se não fosse Cristóvão Colombo, os espanhóis teriam colonizado a América?

VAMOS FALAR SOBRE VOTOS

Na minha história de vida, tão logo aprendi a ler e escrever, desenvolvi o gosto de enviar cartas pelo correio. Mandava para primos, tios e a avó, da parte da minha mãe, que tinha se afastado deles para trabalhar e viver longe, onde criou a mim e a meus irmãos. Especialmente no natal e ano novo, tinham uns cartões que eram vendidos nas agências dos correios que vinham com imagens bonitas e inscrições de felicidades, terminados com a célebre sentença: “são os votos de ...” Lembro a primeira vez que vi um cartão desse tipo, me questionei no ato: como assim, “votos de boas festas"? Pois é, faz tempo que entendi que votos são manifestações de intenção, de desejo íntimo, de sentimento pela realização de alguma coisa desejada.

Tão logo completei meus 16 anos, o que ocorreu após a promulgação da constituição de 1988, que ampliou o direito ao voto aos dessa minha saudosa idade, tirei meu título de eleitor e comecei então a dar outros votos. Primeiro nas antigas cédulas de papel depositadas em urnas de lona e finalmente nessa incrível, inovadora e as vezes caluniada tecnologia nacional, a urna eletrônica.

Logo mais vim morar e estudar história em Santa Maria onde finquei pé. Lugar bom de viver. Aqui aprimorei conhecimentos, entre os quais os relacionados a fascinante cultura ateniense antiga, que tinha na utilização dos votos o fundamento do funcionamento das suas assembleias democráticas e na sua original e inusitada prática do ostracismo. Bom todo mundo sabe, na democracia ateniense os votos eram importantes e de certa maneira até um privilégio, pois nem todos podiam votar.

Na perspectiva história o direito ao voto, desde a antiguidade clássica, até os dias de hoje, assumiu várias tipologias, entre as quais podemos citar, numa sequência mais ou menos cronológica, baseada na experiência brasileira, o voto censitário, o voto aberto, o voto a cabresto, o voto universal, o voto secreto, o voto obrigatório, o voto de protesto, o voto útil e por final o voto que abomino, o voto que gostaria de ver extinto e que motiva essa postagem na esperança de desestimulá-lo, mesmo ciente da dificuldade que isso representa, o voto inválido, sob suas duas formas o voto em branco e o voto nulo.

Sei não é fácil votar, como não é fácil tomar decisões difíceis e da mesma maneira é fácil se desiludir com decisões passadas e é frequente a decepção com votos dados e não correspondidos. Sei nosso sistema político, dito democrático, é imperfeito e carece de muitas melhorias. Mas como diz o sábio ditado popular, não dá para jogar a criança fora com a água suja da banheira. Não é sábio, nem construtivo de nada, desperdiçar o poder do nosso voto, por mais limitado que seja ele e o nosso sistema político. O direito ao voto foi negado no passado a grande maioria da população que o conquistou a duras penas. Possuidores desse direito, temos é um dever de fazer bom uso dele. É até uma questão de consideração e de reconhecimento dessa luta de tantos que vieram antes de nós e que apesar de não terem tido as mesmas oportunidades que temos hoje, nos legaram isso que precisamos valorizar, o direito ao voto. É isso na verdade, é mais que um direito, é uma obrigação. Tenho dito, a cidadania envolve direitos e deveres. Portanto votar é um esforço necessário. Como ato de cidadania é mais que um direito é também um dever.

Professor Fábio Freitas.

O poder das palavras


   Existem várias classes de palavras cada uma com seus poderes, suas qualidades e seus defeitos. 

    Tem os artigos. Os artigos são um tipo de palavra interessante porque não existem sós. Afinal nenhuma palavra anda sozinha, mas algumas podem aparecer isoladas.

    Os substantivos sozinhos podem nos dizer algo, pois eles têm o poder de batizar com nomes próprios, todos nós e tudo o que exista ou possa existir nesse mundo enquanto os artigos que os acompanham ou antecedem não conseguem muito mais do que apenas classificá-los nos dizendo se são singular ou plural, masculino ou feminino.

    Os artigos sozinhos não servem para nada. Poder é substantivo, “o poder”, singular masculino, mas como qualquer substantivo, são facilmente moldados com sufixos prefixos entre outros artifícios para diminuí-los como em “o poderzinho” ou para enaltecê-los como em “a poderosa”.

Carta aos Fenícios

Estamos no ano 2014 depois de Cristo e acabo de completar 39 anos, e acredite não sou um velho.
Se fizer a barba e usar alguns cosméticos, cada vez mais populares entre a população masculina contemporânea, chego a representar menos idade ainda. Hoje em dia as pessoas chegam a viver mais de 100 anos de idade, sem que isso seja alguma coisa muito especial.
Tivemos muita evolução no tratamento de doenças e na prevenção das mesmas, existem poções e elixires que chamamos de vacinas e podem simplesmente tornar as pessoas imunes a determinadas doenças e evitar muitos males que dizimaram multidões no seu tempo.

Malefícios do uso do celular

Não quero falar das últimas descobertas que comprovam cientificamente a interferência da radiação dos
aparelhos celulares que atravessam diariamente nossos corpos, das baterias e dos fones de ouvido que prejudicam nossa saúde. Gostaria apenas de dar o depoimento de um professor sobre a lei estadual do Estado do Rio Grande do Sul que em 2008 proibiu o uso de aparelhos celulares nas salas de aulas gaúchas.
Estudando a história do direito aprendi que quando um governo faz uma lei proibindo alguma coisa estamos falando de uma coisa que ocorre frequentemente. Se o comportamento proibido não existisse não haveria motivo para proibi-lo. Quando uma lei romana proibiu o casamento entre patrícios e plebeus é por que isso ocorria com frequência e estava incomodando alguém. Se o jogo do bicho foi proibido no Brasil, com certeza muitos apostadores e muito dinheiro em prêmios, incomodavam. A proibição do uso do celular em sala de aula é portanto um resultado de uma dessas práticas comuns que quando começam a fazer parte da nossa rotina escolar começam a incomodar.

Um país chamado árvore


    Oficialmente moramos na República Federativa do Brasil, esse é o nome completo e atual da nossa nação. Não somos o único país que se chama de República Federativa, mas somos os únicos do mundo denominados de Brasil.

    Nem sempre foi assim. O primeiro nome em português que tivemos para o nosso território foi “Ilha de Vera Cruz”, isso porque a primeira expedição catalogada de portugueses para essa região chegou à conclusão equivocada de que isso aqui era uma grande ilha. Posteriormente os portugueses se deram conta do erro e começaram a chamar esse território por outros nomes como “Terra de Santa Cruz”. Mas também nesse tempo os portugueses começaram a extrair em grande quantidade das nossas matas a madeira de uma arvore chamada por eles de pau-brasil devido a coloração avermelhada dessa madeira.