EQUIPAMENTOS PARA O TRABALHO E O PLANEJAMENTO DAS FÉRIAS

Mochilas para as férias

equipamenros fundamentais veja aqui


    Faltando uma semana para o recesso escolar do meio do ano, não me sai da cabeça essa conquista do proletariado, férias: o descanso da rotina. É o que ensino e é exatamente o que sinto.

    Esse período, para mim, não pode ser tempo perdido. Férias são um capítulo à parte na vida, merecem planejamento tanto quanto o trabalho. E como tudo que vale a pena, planejo com cuidado: as leituras que quero fazer, os filmes que quero ver e as atividades físicas que vou retomar.

O que fazer com uma semana (e um pouco mais) de liberdade?

    Tenho uma lista de livros acumulados. Não aqueles que leio por obrigação, mas os que escolhi porque me chamaram. Alguns ficam esperando meses na estante, pacientemente. As férias são a hora deles.

A GUERRA QUE O OCIDENTE QUER ESQUECER

 Você quer saber mais sobre a Segunda Guerra Mundial?

    A maior guerra da história humana é frequentemente reduzida a narrativas simplistas. O cinema americano, a propaganda de guerra e décadas de cinema nos acostumaram a ideia de que a vitória foi garantida pelo "General Inverno" ou pelo poderio industrial dos Aliados. Mas a realidade histórica foi muito mais complexa e brutal.

Cartaz do filme completo em inglês
Cartaz do filme

    O conflito foi, em sua essência, um duelo sangrento entre a União Soviética e o IIIº Reich. Foi no front oriental que a máquina de guerra nazista foi quebrada, ao custo de milhões de vidas de soldados e civis.

    Para entender a verdadeira dimensão dessa luta e como a vitória soviética foi planejada e executada, recomendo fortemente assistir ao documentário "A Batalha da Rússia" (The Battle of Russia, 1943), dirigido por Frank Capra.

    É mais do que um registro histórico: é um excelente estudo de caso sobre propaganda de guerra. Produzido pelo governo americano durante o esforço de guerra, ele foi criado para convencer a população americana da importância de apoiar os soviéticos como aliados, uma virada estratégica e discursiva e tanto!

QUEM INVENTOU O TRABALHO?

cena clássida do filme "tempos modernos"
cena do clássico "tempos modernos"

    Quem inventou o trabalho não tinha nada para fazer” dizia resignado o camponês enquanto pegava sua enxada e dirigia-se, sob um sol ardente, para sua lida na roça. Paralelamente a isso, o professor liga seu computador e inicia contrariado a elaboração de um texto avaliativo para aplicar a sua classe. Estamos falando de dois tipos distintos de trabalho: o trabalho físico e o trabalho intelectual, ambos complementares e indispensáveis para a existência humana. Em suas múltiplas facetas o trabalho é uma necessidade.

    É inconcebível que a humanidade possa existir sem trabalho. O trabalho criou e reproduz com sofisticações a cultura nossa de cada dia. Compreender o trabalho é pré-requisito para compreender a própria personalidade humana. Mas ao longo da história, homens e mulheres lutaram por tanto tempo contra formas de trabalho compulsório que chegou a se perder a noção de que se não trabalharmos não poderíamos nem existir enquanto homens e mulheres.

    Historicamente avanços técnicos e tecnológicos foram responsáveis por processos amplos de mudança nos sistemas de produção e afetaram a estruturação das sociedades e consequentemente a forma de vida das pessoas. Dois exemplos contundentes dessa afirmação são justamente a revolução agrícola, responsável pelo início da sedentarização humana e as revoluções industriais que modificaram tanto as formas de trabalho quanto as relações sociais.

OS MELHORES EQUIPAMENTOS PARA O TRABALHO DIGITAL

    Sabe a sensação de que seu trabalho poderia ser bem mais produtivo, de que o seu cansaço deveria valer mais? Para mim, o trabalho precisa ser feita acima de tudo com boas ferramentas. Por anos, produzi meus textos, ilustrações, criei minhas apresentações de slides e editei meus áudios em um notebook velho, que já não dava mais conta. O som travava, o sistema engasgava e para ser sincero, editar qualquer coisa era um exercício de paciência.

Noteboocks são as melhores ferramentas do trabalho digital
hardware bom e barato
    Meu conteúdo sempre foi sobre ideias, reflexões e histórias. Não gravo vídeos, as vezes tiro umas fotos. Mas meu trabalho é de escrita, ilustração e edição de áudio. E foi exatamente por isso que percebi que precisava de um upgrade. Não de uma máquina para rodar jogos ou editar filmes em 4K, mas de ferramentas que me dessem tranquilidade e qualidade sonora para fazer o que realmente importa.

    Foi aí que decidi investir em dois equipamentos que mudaram completamente minha rotina: um Notebook e um Smartphone. Não os mais caros, mas os que entregam o que realmente importa para o trabalho do dia a dia.

A História do Brasil para quem tem pressa

Darcy Ribeiro no programa roda viva
entrevista histórica no programa "Roda Viva"

    Darcy Ribeiro sempre me vem a cabeça quando estou planejando e preparando minhas aulas. Darcy estudou, deu aula, escreveu e dedicou a vida a uma atuação política históricamente comprometida com o progresso. Teorizou muito sobre o Brasil, seu povo e nosso futuro. Pensou e agiu em nome da educação.


    Era um Antropólogo de linguagem simples, veja esse texto que encontrei entre os livros da escola onde ele explica o conceito de:

" Além dos seres vivos e da matéria cósmica, existem também coisas culturais, muitíssimo mais complicadas. Chama-se cultura tudo o que é feito pelos homens, ou resulta do trabalho deles e de seus pensamentos. Por exemplo, uma cadeira está na cara que é cultural porque foi feita por alguém. Mesmo o banquinho mais vagabundo, que mal se põe em pé, é uma coisa cultural. É cultura, também, porque feita pelos homens, uma galinha. Sem a intervenção humana, que criou os bichos domésticos, as galinhas, as vacas, os porcos, os cabritos, as cabras, não existiriam. Só haveria animais selvagens.

A minhoca criada para produzir humo é cultural, eu compreendo. Mas a lombriga que você tem na barriga é apenas um ser biológico. Ou será ela também um ser cultural? Cultural não é, porque ninguém cria lombrigas. Elas é que se criam e se reproduzem nas suas tripas.

Uma casa qualquer, ainda que material, é claramente um produto cultural, porque é feita pelos homens. A mesma coisa pode-se dizer de um prato de sopa, de um picolé ou de um diário. Mas estas são coisas de cultura material, que se pode ver, medir, pesar.

Há, também, para complicar, as coisas da cultura imaterial, impropriamente chamadas de espiritual - muitíssimo mais complicadas. A fala, por exemplo, que se revela quando a gente conversa, e que existe independentemente de qualquer boca falante, é criação cultural. Aliás, a mais importante. Sem a fala, os homens seriam uns macacos, porque não poderiam se entender uns com os outros, para acumular conhecimentos e mudar o mundo como temos mudado.

A fala está aí, onde existe gente, para qualquer um aprender. Aprende-se, geralmente, a da mãe. Se ela é uma índia, aprende-se a falar a fala dos índios, dos xavantes, por exemplo. Se ela é uma carioca, professora, moradora da Tijuca, a gente aprende aquele português lá dos tijucanos. Mas se você trocar a filhinha da índia pela filha da professora, e criar, bem ali na praça Saens Peña, ela vai crescer como uma menina qualquer, tijucana, dali mesmo. E vice-versa, o mesmo ocorre se a filha da professora for levada para a tribo xavante: ela vai crescer lá, como uma xavantinha perfeita - falando a língua dos xavantes e xavanteando muito bem, sem nem saber que há tijucanos.

Além da fala, temos as crenças, as artes, que são criações culturais, porque inventadas pelos homens e transmitidas uns aos outros através de gerações. Elas se tornam visíveis, se manifestam, através de criações artísticas, ou de ritos e práticas - o batizado, o casamento, a missa -, em que a gente vê os conceitos e as idéias religiosas ou artísticas se realizarem. Essa separação de coisas cósmicas, coisas vivas, coisas culturais, ajuda a gente de alguma forma? Sei não. Se não ajuda, diverte. É melhor que decorar um dicionário, ou aprender datas. Você não acha?"

História e dicas contretas para preparar uma TORRADA

forma redonda 36cm
antes
    Hoje fiz uma receita simples aqui em casa. Tão simples que não precisa nem de receita para recomendar. É algo que a humanidade vem desenvolvendo ao londo de toda sua trajetória nesse planeta. E nos breves momentos entre uma fornada e outra, tive tempo para tirar umas fotos e refletir em como um alimento tão cotidiano carrega consigo uma história tão monumental. Aqueles pedaços de pão, que honestamente era o que tinha sobrado, acabou transformando-se não apenas num lanche rápido mas no resultado de mudanças que moldaram a própria civilização humana.

    Enquanto preparava mais um café para acompanhar o prato principal, não parava de pensar na história que começou há cerca de 10.000 anos, no Crescente Fértil, em histórias que me delicio de contar, quando falo dos nossos ancestrais, ainda caçadores-coletores, que começaram a domesticar gramíneas selvagens, entre as quais selecionaram o trigo, para ser adaptado e usado das mais criativas maneiras.

    O trigo atual, o que consumimos hoje em pães e torradas, é praticamente uma criação humana. As variedades modernas de trigo só existem por conta da seleção artificial que fizemos ao longo de milênios. Se o homem desaparecesse amanhã, essas plantas não sobreviveriam sem nossos cuidados.