UM DIA

 Muitas mulheres

Estudar História é reconstruir a longa e complexa trajetória humana ao longo do tempo e aprender observando o caminho.

Nesse percurso as mulheres permanecem, testemunham e protagonizam os acontecimentos que fazem a História. E precisamos entender essa história, pois fazemos parte dela.

Começou no paleolítico o reconhecimento das mulheres pela capacidade de gerar a vida e garantir a perpetuação da espécie. Mas com as voltas que esse mundo deu as mulheres assumiram posições bem diferentes. Friedrich Engels, escreveu em seu clássico: “A origem da família da propriedade privada e do Estado” que:

"O primeiro antagonismo de classe que apareceu na história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre o homem e a mulher na monogamia, e a primeira opressão de classe coincide com a opressão do sexo feminino pelo sexo masculino"

O MERCANTILISMO

imagem criada por IA

    Em 1453, a tomada da cidade de Constantinopla pelos turcos otomanos, marcou o início de uma nova era de guerras com canhões e armas de fogo que funcionavam com pólvora, um produto que virou mercadoria num comércio que também mudou tornando-se global. Com a derrota militar de cristãos no oriente os povos da Europa Ocidental voltaram-se para buscar novas rotas e novos conflitos pelo Oceano Atlântico. Esse é o resumo do início do período da História Moderna.

    Em 1492, a Rainha Isabel de Castela (1451-1504) unificou os reinos ibéricos e completou a Reconquista com a tomada de Granada último reduto muçulmano na Península Ibérica. Nasceu a Espanha. Mas a façanha mais ousada da primeira rainha espanhola foi financiar um projeto considerado lunático pela Igreja Católica: a expedição de Cristóvão Colombo que queria alcançar as Índias navegando para oeste, que na prática obteve um sucesso muito maior do que o esperado. Esse é o início do período mercantilista.

    A história moderna começa com a conjuntura do mercantilismo. Um processo de intensas transformações políticas, econômicas e culturais, causadas pela expansão marítima e comercial que além de mudar a sociedade europeia impactou a vida de povos pelo mundo inteiro. Dessa história fazem parte reis, rainhas, aventureiros, conquistadores, navegadores, comerciantes, religiosos e políticos.

A SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

1º - A Revolução da Energia Elétrica

Dínamo manual

No final do século XIX a energia elétrica passou a ser utilizada, em um ritmo cada vez maior, pelas populações urbanas do mundo. A iluminação pública e as novas tecnologias interligadas e ela, representaram uma ruptura com os tempos passados, tão profunda quanto as inovações que as máquinas a vapor já vinham fazendo. Mas como os fios do telégrafo que acompanhavam as antigas linhas de trem, tudo andava junto no caminho das mudanças que avançavam.

Diferentemente do vapor, que exigia grandes caldeiras e transmissão mecânica por eixos e correias, a eletricidade podia ser transportada por fios e distribuída com flexibilidade para iluminar casas, mover motores individuais nas fábricas e, mais tarde, alimentar uma infinidade de aparelhos domésticos.

A noite deixou de ser um obstáculo para o trabalho e o lazer, os bondes elétricos substituíram os veículos de tração animal, e as casas passaram a contar com uma fonte de energia limpa (para os padrões da época) e disponível a um toque de interruptor. A eletricidade encurtou distâncias, prolongou o dia produtivo e criou uma nova experiência sensorial urbana: as cidades nunca mais seriam escuras e silenciosas como antes. Mais do que uma fonte de energia, a eletricidade tornou-se símbolo de modernidade e progresso, associada à ideia de que a ciência poderia domesticar as forças da natureza em benefício da humanidade.