QUEM INVENTOU O TRABALHO?

cena do clássico "tempos modernos"

    “Quem inventou o trabalho não tinha nada para fazer” dizia resignado o camponês enquanto pegava sua enxada e dirigia-se, sob um sol ardente, para sua lida na roça. Paralelamente a isso, o professor liga seu computador e inicia contrariado a elaboração de um texto avaliativo para aplicar a sua classe. Estamos falando de dois tipos distintos de trabalho: o trabalho físico e o trabalho intelectual, ambos complementares e indispensáveis para a existência humana. Em suas múltiplas facetas o trabalho é uma necessidade.

    É inconcebível que a humanidade possa existir sem trabalho. Compreender o trabalho é pré-requisito para compreender a própria personalidade humana. Mas ao longo da história, homens e mulheres lutaram por tanto tempo contra formas de trabalho compulsório que chegou a se perder a noção de que se não trabalharmos não poderíamos nem existir enquanto homens e mulheres.

    Historicamente avanços técnicos e tecnológicos foram responsáveis por processos amplos de mudança nos sistemas de produção e afetaram a estruturação das sociedades e consequentemente a forma de vida das pessoas. Dois exemplos contundentes dessa afirmação são justamente a revolução agrícola, responsável pelo início da sedentarização humana e as revoluções industriais que modificaram tanto as formas de trabalho quanto as relações sociais.

O trabalho que gera renda: Esforço, estratégia e ferramentas certas


motivação e propaganda na internet

    Parafraseando a declaração de independência dos Estados Unidos: Começo considerando como “verdades evidentes por si mesmas”: que a vida humana é feita de trabalho. Que o trabalho define a existência humana,  e que o produto do trabalho depende do uso das ferramentas adequadas que fazem o trabalho render mais com menos esforço.

    Você já parou para pensar os elementos que constituem um trabalho rentável?

    A quantidade de horas dedicadas, o uso das ferramentas adequadas e finalmente o planejamento das intervenções humanas sobre determinada matéria prima, são o motor da história. Dividido socialmente, é o trabalho necessário à produção da subsistência humana o que gera os bens, produtos, mercadorias e a renda que move a sociedade de mercado em que vivemos.

OS MELHORES EQUIPAMENTOS PARA O TRABALHO DIGITAL

    Sabe a sensação de que seu trabalho poderia ser bem mais produtivo, de que o seu cansaço deveria valer mais? Para mim, o trabalho precisa ser feita acima de tudo com boas ferramentas. Por anos, produzi meus textos, ilustrações, criei minhas apresentações de slides e editei meus áudios em um notebook velho, que já não dava mais conta. O som travava, o sistema engasgava e para ser sincero, editar qualquer coisa era um exercício de paciência.

Hardware que resolve
    Meu conteúdo sempre foi sobre ideias, reflexões e histórias. Não gravo vídeos, as vezes tiro umas fotos. Mas meu trabalho é de escrita, ilustração e edição de áudio. E foi exatamente por isso que percebi que precisava de um upgrade. Não de uma máquina para rodar jogos ou editar filmes em 4K, mas de ferramentas que me dessem tranquilidade e qualidade sonora para fazer o que realmente importa.

    Foi aí que decidi investir em dois equipamentos que mudaram completamente minha rotina: um Notebook e um Smartphone. Não os mais caros, mas os que entregam o que realmente importa para o trabalho do dia a dia.

A História do Brasil para quem tem pressa

entrevista histórica no programa "Roda Viva"

    Darcy Ribeiro sempre me vem a cabeça quando estou planejando e preparando minhas aulas. Darcy estudou, deu aula, escreveu e dedicou a vida a uma atuação política históricamente comprometida com o progresso. Teorizou muito sobre o Brasil, seu povo e nosso futuro. Pensou e agiu em nome da educação.


    Era um Antropólogo de linguagem simples, veja esse texto que encontrei entre os livros da escola onde ele explica o conceito de:

" Além dos seres vivos e da matéria cósmica, existem também coisas culturais, muitíssimo mais complicadas. Chama-se cultura tudo o que é feito pelos homens, ou resulta do trabalho deles e de seus pensamentos. Por exemplo, uma cadeira está na cara que é cultural porque foi feita por alguém. Mesmo o banquinho mais vagabundo, que mal se põe em pé, é uma coisa cultural. É cultura, também, porque feita pelos homens, uma galinha. Sem a intervenção humana, que criou os bichos domésticos, as galinhas, as vacas, os porcos, os cabritos, as cabras, não existiriam. Só haveria animais selvagens.

A minhoca criada para produzir humo é cultural, eu compreendo. Mas a lombriga que você tem na barriga é apenas um ser biológico. Ou será ela também um ser cultural? Cultural não é, porque ninguém cria lombrigas. Elas é que se criam e se reproduzem nas suas tripas.

Uma casa qualquer, ainda que material, é claramente um produto cultural, porque é feita pelos homens. A mesma coisa pode-se dizer de um prato de sopa, de um picolé ou de um diário. Mas estas são coisas de cultura material, que se pode ver, medir, pesar.

Há, também, para complicar, as coisas da cultura imaterial, impropriamente chamadas de espiritual - muitíssimo mais complicadas. A fala, por exemplo, que se revela quando a gente conversa, e que existe independentemente de qualquer boca falante, é criação cultural. Aliás, a mais importante. Sem a fala, os homens seriam uns macacos, porque não poderiam se entender uns com os outros, para acumular conhecimentos e mudar o mundo como temos mudado.

A fala está aí, onde existe gente, para qualquer um aprender. Aprende-se, geralmente, a da mãe. Se ela é uma índia, aprende-se a falar a fala dos índios, dos xavantes, por exemplo. Se ela é uma carioca, professora, moradora da Tijuca, a gente aprende aquele português lá dos tijucanos. Mas se você trocar a filhinha da índia pela filha da professora, e criar, bem ali na praça Saens Peña, ela vai crescer como uma menina qualquer, tijucana, dali mesmo. E vice-versa, o mesmo ocorre se a filha da professora for levada para a tribo xavante: ela vai crescer lá, como uma xavantinha perfeita - falando a língua dos xavantes e xavanteando muito bem, sem nem saber que há tijucanos.

Além da fala, temos as crenças, as artes, que são criações culturais, porque inventadas pelos homens e transmitidas uns aos outros através de gerações. Elas se tornam visíveis, se manifestam, através de criações artísticas, ou de ritos e práticas - o batizado, o casamento, a missa -, em que a gente vê os conceitos e as idéias religiosas ou artísticas se realizarem. Essa separação de coisas cósmicas, coisas vivas, coisas culturais, ajuda a gente de alguma forma? Sei não. Se não ajuda, diverte. É melhor que decorar um dicionário, ou aprender datas. Você não acha?"

Machado de Assis: do morro para o mundo!

“A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, como o vento apaga as velas e atiça as fogueiras”

provável última foto

    Joaquim Maria Machado de Assis, nasceu na capital brasileira, o Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1839. Filho do pintor Francisco José de Assis e da açoriana Maria Leopoldina Machado de Assis. Criado no Morro do Livramento, perdeu sua mãe muito cedo.

    Machado de Assis foi um pouco de tudo: operário de gráfica, vendedor de livros, revisor em editoras, tradutor, contista, cronista, romancista, folhetista e poeta. Fez carreira como jornalista e como funcionário público, como meio de sobrevivência.

    Iniciou-se na literatura publicando seu soneto “Allma Sra D.P.J.A.” quando tinha 15 anos incompletos, num periódico intitulado “Periódico dos Pobres”, em 03 de outubro de 1854. Em 1856 trabalhou na Imprensa Nacional, onde conheceu Manuel Antônio de Almeida, o qual tornou-se seu protetor. Em 1858 trabalhou no Correio Mercantil, como revisor  e em 1860, passou a trabalhar no Diário do Rio de Janeiro. Em 1861 publicou seu primeiro livro, uma tradução de “Queda que as mulheres têm pelos homens tolos”. Em 1864 editou seu primeiro livro de poesias, intitulado “Crisálidas”. Em 1857 foi trabalhar no Diário Oficial. Em 1869, casou-se com Carolina Augusta Xavier de Novais, com quem conviveu por 35 anos e cujo matrimônio transcorreu sem que tivessem filhos.

"A Hora da Estrela"

 Um clássico de Clarisse Lispector

"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens."

    No primeiro trimestre desse ano letivo de 2026 trabalhei um projeto interdisciplinar com a área das linguagens sobre pessoas invisibilizadas e essa temática complexa está presente na narrativa desse livro escrito para quem gosta de escrever e que faz todo mundo refletir.

    Você já sentiu que, em algum momento da vida, tudo o que você precisa é ser visto? É exatamente disso que trata "A Hora da Estrela", o último romance de Clarice Lispector, publicado em 1977, pouco antes de sua morte. Mais do que um livro, é um testamento literário.

    O livro tem um narrador protagonista que parece ser o alterego da escritora. Ele nos apresenta Macabéa, uma jovem nordestina de 19 anos, órfã, feia, tímida e virgem. Migrante no Rio de Janeiro, ela vive uma existência quase invisível: trabalha como datilógrafa, vejam só, fez um curso como eu e muitos outros e dedicou-se a uma atividade praticamente em extinção.