A HISTÓRIA DO CHIMARRÃO

 e mais dicas quentes para as regiões de inverno frio da América do sul.

    O chimarrão é muito mais do que uma simples e rústica bebida quente e estimulante, é um símbolo de hospitalidade, tradição e resistência cultural que atravessa gerações. Para quem vive nas regiões de inverno rigoroso do sul do Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai, essa infusão de erva-mate é quase um ritual diário que aquece o corpo e a alma e é panacéia de longevidade.

passando de mão

    A história do chimarrão começa muito antes da chegada dos colonizadores europeus. Os povos indígenas Guarani e Kaingang foram os primeiros a descobrir as propriedades da erva-mate (Ilex paraguariensis) e a consumi-la como uma infusão quente, utilizando recipientes feitos de cabaças, que também chamamos porongos e bambu que também chamamos de taquara.

A GRANDE DEPRESSÃO

 QUANTO MAIOR A ALTURA

MAIOR A QUEDA


Propaganda indústria 1920

    A Primeira Guerra Mundial alterou profundamente o cenário global, quebrando a hegemonia política e econômica que o imperialismo britânico exercia sobre o mundo e dando início a projeção internacional dos Estados Unidos, que emergiram do conflito como a nova potência econômica e militar mundial.

    A economia industrial norte americana começou a dominar o mundo enchendo-o com suas mercadorias e suas novas estratégias para vender e lucrar. Muita propaganda era a alma dos negócios.

    As mercadorias agora tinham marcas: Coke, jazz, Ford, United Fruit, Lee, Singer, dollar. A década de 1920 iniciou com um incrível crescimento econômico nos United States of America. A classe média estadunidense aproveitou essa explosão industrial para elevar significativamente seu padrão de consumo. O "American Way of Life" disseminou bens duráveis como geladeiras, rádio e automóveis, impulsionados pela oferta de energia elétrica e pela construção civil, que cresceram de forma integrada e acelerada.

O ILUMINISTA BRASILEIRO

estátua do brasileiro em NY

    Cientista versado em mineração e metalurgia, reconhecido internacionalmente com vários artigos publicados nos principais jornais acadêmicos da Europa, em várias línguas, José Bonifácio de Andrada e Silva nasceu em Santos em 1763, filho de um bem sucedido comerciante, era portanto oriundo das classes mais abastadas da sociedade colonial brasileira e como muitos dos filhos da elite colonial foi estudar em Portugal, na famosa Universidade de Coimbra. Em 1783, com 20 anos, começou a Faculdade de Direito. Estudou também filosofia natural, que incluía história natural, química e matemática.

    Bonifácio fez parte de uma nova geração de brasileiros em Coimbra. Enquanto os mais antigos seguiam a tradição de estudar para voltar ao Brasil e administrar os negócios da família, os estudantes daquela época tinham a orientação de usar o conhecimento científico para desenvolver as capacidades e as potencialidades do império português. Havia, então, uma forte ligação entre ciência e política. O Estado arregimentava estudiosos para postos importantes na administração para garantir que políticas reformistas fossem aplicadas para a modernização do Estado Português. Assim Bonifácio tornou-se uma espécie de funcionário público ainda quando estudante, já estava a serviço do governo português.

    Em 1789, já formado, Bonifácio foi convidado pelo Duque de Lafões, primo da rainha Maria I de Portugal, para fazer parte da Academia de Ciências. Seu primeiro trabalho foi Memórias Sobre a Pesca das Baleias e Extração de seu Azeite, que por meio de citações eruditas procurava melhorar os processos da indústria pesqueira. Em 1790, a queda da produção das minas de ouro no Brasil incomodava o governo português que determinou então que Bonifácio percorresse a Europa com o objetivo de adquirir conhecimentos em mineralogia e poder colaborar com o aumento da produção aurífera brasileira.