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| Bertha Lutz em 1927 lançou panfletos feministas de avião. |
Nas sociedades democráticas da atualidade, o exercício do poder estatal está sempre ligado a questão da representatividade política. Assim a história dos movimentos de mulheres pela conquista de direitos políticos e representatividade está vinculada, em seus primórdios, ao contexto das revoluções liberais na Europa, momento de discussões sobre a democracia e de mudanças no sistema produtivo que inauguraram a era contemporânea.
No Brasil, a primeira Constituição, outorgada em 1824 e vigente durante todo o Império e a Constituição republicana de 1891 não concederam claramente as mulheres o direito de votar e de serem votadas. Essas primeiras legislações brasileiras também não excluíam explicitamente o voto das mulheres, porque essa possibilidade nem era considerada pelos constituintes, que não viam as mulheres como sujeitos de direitos.
A não menção do direito de voto das mulheres nas primeiras Cartas Magnas brasileiras, abriu espaço para que muitas requeressem o alistamento para votar já que cumpriam os requisitos de alfabetização e renda mínima exigidas pela lei. Essas mulheres oriundas de famílias da elite brasileira, tinham acesso a uma educação de qualidade, não raro realizada fora do Brasil. O contato com as discussões e os escritos sobre o direitos das mulheres em outros lugares estimulou-as a refletir sobre a condição da mulher brasileira.


