Roma e o Cristianismo

Um crepúsculo e uma aurora

"Basilica di Massenzio" ruinas no "museu aberto" da cidade de Roma

    Pela periodização histórica tradicional, a História antiga finda quando os alicerces do império Romano começavam a desmanchar sob o peso da corrupção, da crise econômica e das incursões germânicas. Com a desorganização crescente nas regiões ocidentais do problemático Império, as derrotas na Britânia iniciaram um recuo inevitável se suas imensas fronteiras. Nesse momento e nessas regiões uma força espiritual nascida nas províncias orientais iniciava sua trajetória inexorável.

    O declínio da outrora invencível máquina imperial romana não representou apenas o fim de uma hegemonia política, mas o terreno fértil necessário para a germinação do Cristianismo uma doutrina que redefiniu a história da Europa e de todas as civilizações do hemisfério ocidental.

    Paradoxalmente, a mesma infraestrutura que garantiu a supremacia de Roma, como a extensa malha viária e a fluidez cultural, serviu como artéria para a difusão das histórias de Jesus de Nazaré. Em um império profundamente hierarquizado e alicerçado na escravidão e no militarismo, a promessa de igualdade perante o divino e a salvação da alma após a morte corpórea ressoavam fortemente entre os escravos, as classes mais baixas e aos povos de maneira geral submetidas a exploração e a violência romana.

"CHORAM MARIAS E CLARICES NO SOLO DO BRASIL ..."


     Texto de Miriam Leitão em O Globo de hoje (30/6), que emociona ao relembrar o horror que foi a ditadura e o alto custo que pagaram os que lutaram contra o regime militar.

CLARICE HERZOG, A HEROÍNA DA MEMÓRIA

Foto: Instituto Vladimir Herzog

Escrito por:

RAUL CARRION

PÃO TORRADO

    Hoje fiz uma receita simples aqui em casa. Tão simples que não precisa nem de receita para recomendar. É algo que a humanidade vem desenvolvendo ao londo de toda sua trajetória nesse planeta. E nos breves momentos entre uma fornada e outra, tive tempo para tirar umas fotos e refletir em como um alimento tão cotidiano carrega consigo uma história tão monumental. Aqueles pedaços de pão, que honestamente era o que tinha sobrado, acabou transformando-se não apenas num lanche rápido mas no resultado de mudanças que moldaram a própria civilização humana.

    Enquanto preparava mais um café para acompanhar o prato principal, não parava de pensar na história que começou há cerca de 10.000 anos, no Crescente Fértil, em histórias que me delicio de contar, quando falo dos nossos ancestrais, ainda caçadores-coletores, que começaram a domesticar gramíneas selvagens, entre as quais selecionaram o trigo, para ser adaptado e usado das mais criativas maneiras.

    O trigo atual, o que consumimos hoje em pães e torradas, é praticamente uma criação humana. As variedades modernas de trigo só existem por conta da seleção artificial que fizemos ao longo de milênios. Se o homem desaparecesse amanhã, essas plantas não sobreviveriam sem nossos cuidados.

A HISTÓRIA DO CHIMARRÃO

    Um costume típico das gentes dessas regiões de inverno frio da América do sul. Um hábito pessoal e coletivo que apresento com dicas de preparo, acompanhamento e apetrechos especiais.

    O chimarrão é muito mais do que uma simples e rústica bebida quente e estimulante, é um símbolo de hospitalidade, tradição e resistência cultural que atravessa gerações. Para quem vive nas regiões de inverno rigoroso do sul do Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai, essa infusão de erva-mate é quase um ritual diário que aquece o corpo e a alma e é panacéia de longevidade.

passando de mão

    A história do chimarrão começa muito antes da chegada dos colonizadores europeus. Os povos indígenas Guarani e Kaingang foram os primeiros a descobrir as propriedades da erva-mate (Ilex paraguariensis) e a consumi-la como uma infusão quente, utilizando recipientes feitos de cabaças, que também chamamos porongos e bambu que também chamamos de taquara.

Mais um MATE

    E mais algumas dicas e possibilidades criativas de infusões que podemos fazer com erva mate e água quente. A temperatura da água é o segredo para uma experiência perfeita. Uma sessão de mate pode durar horas e a água boa deve manter-se entre 70°C e 80°C para extrair a melhor da seiva do mate sem “lavá-lo”. Uma água mais quente que isso rouba os sabores da erva.

    E para conseguir essa proeza de manter um reservatório de água na temperatura ideal para matear, é que se tornou imprescindível nas cozinhas do povo dessa parte meridional do globo, uma garrafa térmica.

solução mais prática e assessível a seguir

    Aqui apresento e recomendo minha predileta: Uma térmica produzida por uma indústria localizada na serra gaúcha com variedade de produtos e modelos. No caso de garrafas térmicas, essa é a mais básica mesmo. Básica e boa! mantém água quente por 12 horas no inverno! Prática. Claro frágil, tem que cuidar. Ampola de vidro não dá pra ficar derrubando nem batendo que quebra fácil. E se quebrar tem que substituir, não dá é pra ficar sem. É por isso que muitos já tem mais de uma para não ficar sem caso ocorra qualquer acidente indesejado