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A CIRURGIÃ

 Não é apenas uma indicação de leitura, é uma indicação de compra, para aproveitar nas Férias.




Escrito por Leslie Wolfe e traduzido para o português por Nathália Rondan, este livro é uma leitura prazeroza e essencial para quem busca usar bem seu tempo. Com uma narrativa eletrizante o suspense psicológico totalmente envolvente do livro fará você correr pelas páginas até o final.



LIÇÕES ANTIGAS E ATUAIS

No século XVII, um missionário católico lusitano, o Padre António Vieira, proferia reflexões usando e abusando de expressões em latim e temas bíblicos, em falas que lançavam olhares críticos sobre a sociedade de seu tempo, e suas palavras, pasmem, soam com uma atualidade assustadora.

Vieira veio ao Brasil catequizar índios e desenvolveu com eles um olhar diferenciado da história e dos acontecimentos da sua época. E essas reflexões ficaram registradas nos famosos sermões do padre.

Um desses sermões mais corajosos e contundentes é o  "Sermão do Bom Ladrão", escrito em 1655, em que ele usou a história bíblica do crucificado que foi salvo para tecer uma tese teológica e a partir dai estabelecer um princípio de justiça social: 

"Não há salvação sem a restituição do que foi roubado."

O CORVO


de EDGAR ALLAN POE

Autor em 1849
Escritor, poeta, contista e ensaísta nascido em Boston (1809) e morto em Baltimore (1849), apontado como o criador de vários gêneros literários modernos como mistério, suspense e terror. Uma personalidade atormentada por tragédias pessoais que ajudaram a moldar uma extensa e as vezes perturbadora obra literária.

 

(Tradução para o português de Machado de Assis)

 

Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu, caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho,
E disse estas palavras tais:
“É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais.”


Ah! bem me lembro! bem me lembro!

Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia
A sua última agonia.
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora.
E que ninguém chamará mais.

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Capa do Livro

Escrito pelo pelo pedagogo e pedagogista húngaro:
Lásló Polgar 
(pai e treinador das célebres irmãs enxadrístas, Judit Polgar, Susan Polgar e Sofia Polgar)
Lázló escreveu vários livros: todos de conhecimentos especializados, principalmente psicologia, educação e xadrez. 

László tinha interesse por um método apropriado para a educação de crianças, e após estudar as biografias de centenas de grandes intelectuais, criou a hipótese de que gênios podiam ser criados. Tudo questão de estímulo e condições adequedas desde criança.

Mas a grande parte dos livros de Lázló é sobre Xadrez. Eles viraram manuais básicos, elaborados por um professor, para estudos da teoria enxadrística.

O REQUERIMENTO DE POLICARPO QUARESMA

Foto do escritor
     Policarpo Quaresma é uma criação do escritor e jornalista Afonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922) que viveu no Rio de Janeiro, cidade capital do Brasil nos tempos da primeira república. No livro “O triste fim de Policarpo Quaresma” o personagem principal se vê em meio a uma série de acontecimentos, que como segere o título da obra, levam ao desfecho inevitável com a morte.

    Esses eventos começam com um simples requerimento escrito ao Senado Federal da embrionária República dos Estados Unidos do Brasil. 

    A versão completa da obra está disponível aqui>

       A seguir transcrevo apenas o texto do requerimento que consequências tão desastrosas trouxe a esse ilustre brasileiro que muito bem conhecia e amava o Brasil:

O NOVO CAMPEÃO

Capa de uma edição do livro
Essa é uma passagem de Histórias do Mundo Para Crianças, escritas pelo
escritor brasileiro Monteiro Lobato, é uma história ambientada no Sítio do Pica-pau Amarelo, onde Dona Benta, a matriarca da turma, reunia os netos e os brinquedos falantes, dando aulas diárias que animavam a imaginação dos personagens. Em certa altura das exposições na sala de jantar, as palavras dessa senhora foram:

"- Imaginem vocês – Continuou Dona Benta – a empáfia dos romanos depois disso!"

(Disso, que estava sendo narrado antes, foi a violenta destruição e aniquilação da cidade-estado de Cartago.)

A RATOEIRA

(uma fábula de Esopo)

 


Um ratinho, olhando pelo buraco da parede de sua toca, viu o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir que era uma ratoeira, ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda para advertir todos.

Foi ao galinheiro e falou:

— Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!

A galinha disse:

— Desculpe-me, senhor rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda. — E a galinha continuou a ciscar.

O rato foi até o chiqueiro e disse ao porco:

OLHA O OLHO DA MENINA

Traços inconfundíveis

    Essa é uma das assinatura mais conhecidas no nosso país. Ziraldo ficou famoso com uma trajetória artística comprometida com a busca de um futuro melhor para o Brasil e para o mundo. Seus desenhos ilustram inúmeros textos, revistas e livros, em especial livros infantis. Através desses desenhos ilustrativos cheguei ao texto "Olha o olho da menina" escrito por Marisa Prado. Um texto inocente e profundo como a natureza das próprias crianças a quem se dirige. Um texto que fala e remete a boas reflexões sobre ser gente.



Menina crescia escutando
que não adiantava mentir
porque mãe sempre sabia


Mãe dizia
que lia na testa da Menina,
e que só Mãe
sabia ler testa.



ARI MÉTICA DA EMÍLIA

Extraído da última parte da obra “ARITMÉTICA DA EMÍLIA” de Monteiro Lobato.

"(…)
A lição foi interrompida pela chegada do correio com uma porção de livros encomendada por Dona Benta. Entre eles vieram os de Malba Tahan, um misterioso califa árabe que conta lindos apólogos do Oriente e faz as maiores piruetas possíveis com os números. Dona Benta passou a noite a ler um deles, chamado O HOMEM QUE CALCULAVA, e no dia seguinte, ao almoço, disse:

- Parece incrível que esse árabe saiba tantas coisas interessantes a respeito dos números! Estive lendo-o até às quatro da madrugada e estou tonta. O tal homem que calculava só não calculou uma coisa: que com suas histórias ia fazer uma pobre velha perder o sono e passar a noite em claro. Livros muito bons são um perigo: estragam os olhos das criaturas. Não há como um “livro pau”, como diz a Emília, porque são excelentes narcóticos…

A criançada assanhou-se com o Malba Tahan, de modo que o pobre Visconde de Sabugosa foi deixado as moscas. Emília declarou que “O Sabugo Que Calculava” não valia o sabugo da unha de “O Homem Que Calculava”, e para provar a afirmação chamou o Visconde e propõe-lhe um problema:

- Venha cá, sabidinho da Grécia. Venha me resolver este problema tahânico. Um lixeiro juntou na rua 10 pontas de cigarro. Com cada 3 pontas ele fazia um cigarro inteiro. Pergunto:quantos cigarros formou com as 10 pontas?

- Nada mais simples – respondeu o Visconde. Formou 3 cigarros e sobrou uma ponta.

- Está enganado! - berrou Emília. Formou 5 cigarros…

- Como não é possível…

- Nada mais simples. Com 10 pontas achadas na rua ele formou 3 cigarros e fumou-os – e ficou com mais três pontas que juntadas àquela quarta deu 4 pontas. Com essas 4 pontas formou mais um cigarro e sobrou uma ponta. Fumou esse cigarro e ficou com 2 pontas. E vai então e pediu emprestada a outro lixeiro uma ponta nova e formou um cigarro inteiro – o quinto! Temos aqui, portanto, 5 cigarros formados com as 10 pontas, e não 3 cigarros, como o senhor disse, Ahn!… concluiu Emília botando-lhe um palmo de língua.

- Está errado – protestou o Visconde – porque se ele fumou esse quinto cigarro, sobrou uma ponta.

BIBLIOTECAS X PLATAFORMAS

O analógico e o digital

    agosto de 2023

    A leitura física em livros de papel está perdendo espaço para as novas formas de leitura digital.

    Não são só os livros. Os impressos periódicos, como jornais e revistas que hainda existem, são encontrados facilmente em suas versões na internet com uma busca no Google.

    O acesso a internet mudou muito o comportamento do ser humano. E nem todas as mudanças foram positivas. O excesso de esposição de luminosidade nos olhos é um malefício a ser considerado.

    De uma maneira geral, Ciências Humanas se estudam (desde o iluminismo pelo menos) com leituras, com aprendizagens de novas e velhas palavras. A leitura nos da a capacidade de apropriamo-nos de novos conceitos e desenvolvemos a habilidade de manusear novas categorias.