A GRANDE DEPRESSÃO

 QUANTO MAIOR A ALTURA

MAIOR A QUEDA


Propaganda indústria 1920
    A Primeira Guerra Mundial alterou profundamente o cenário global, quebrando a hegemonia política e econômica do imperialismo britânico e dando início da liderança mundial pelas mãos dos Estados Unidos, que emergiram do conflito como a nova potência mundial.

    A economia industrial norte americana começou a dominoar o mundo enchendo-o com suas mercadorias e suas novas estratégias para vender e lucrar.

    Coke, jazz, Ford, United Fruit, Lee, Singer, dollar. A década de 1920 foi uma época de incrível crescimento econômico para a América Anglo Saxônica. A classe média estadunidense aproveitou essa explosão industrial para elevar significativamente seu padrão de consumo. O "American Way of Life" disseminou bens duráveis como geladeiras, rádio e automóveis, impulsionados pela oferta de energia elétrica e pela construção civil, que cresceram de forma integrada e acelerada.

Novembro de 1929

    O "Crack" de 1929 expôs as vísceras do sistema financeiro e fomentou tensões sociais. A crise alimentou uma xenofobia fanática, onde negros, imigrantes e judeus eram injustamente responsabilizados pela pobreza e pela falta de recursos, tornando-se bodes expiatórios para os insucessos econômicos da nação.

Pronto para um terceiro mandato
que a saúde não lhe possibilitou.
    Em 1932 iniciou o primeiro mandato de Franklin Delano Roosevelt, o primeiro presidente reeleito para mais de uma mandato consecutivo na República norte americana. Roosevelt foi conterrâneo de Hitler, Stálin, Getúlio Vargas entre tantos outros grandes estadistas que prolongaram-se no poder com golpes, mentiras históricas e muita propaganda estatal. O colapso de 1929 desmascarou as limitações do liberalismo, apelando para o intervencionismo estatal, como saída para a sobrevivência do sistema capitalista.

    Por outro lado, a má distribuição de renda agravava a situação dos trabalhadores, que viam o poder de compra corroído pela inflação. Em 1929, o frenesi deu lugar ao colapso quando a Bolsa de Valores de Nova York "quebrou", desencadeando uma crise marcada por falências em massa, desemprego recorde e um desespero social sem precedentes.

    A sede insaciável por lucros impedia a percepção clara dos novos rumos que a economia internacional começava a tomar. As fábricas dos Estados Unidos aumentavam sua produção sem nenhuma pausa e seus estoques cresceram desmedidamente, tornando-se muito superiores à demanda dos mercados.

    As empresas começaram a enfrentar problemas com menos consumo do que produção. A carestia atingia a classe trabalhadora tornando-a cada vez mais pobre, sofrendo com aumento de preços (inflação) muito superiores aos reajustes salariais. Os Estados Unidos saíam do frenesi do início dos anos de 1920 para emergir na grande crise econômica das falências, do desemprego e de muitos suicídios em 1929.

    Enquanto o New Deal tentava reestruturar os Estados Unidos, a miséria na Europa alimentava regimes totalitários e um nacionalismo militarista. A Grande Depressão, ao se espalhar globalmente, criou as condições políticas e econômicas que culminariam na Segunda Guerra Mundial, reformatando as fronteiras e as relações de poder em todos os continentes.


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