O JOGO DE TRUCO

Espadão
(As de Espada)

Porque baralhos são cultura e tem história


    Os baralhos, o papel, os livros e as próprias escolas são coisas recentes no longo percrso da História Humana. Estão todas ligadas a Revolução Industrial.

    Na escola aprendi a jogar Bisca. Com meu avô paterno aprendi a jogar Escova. Os jogos de cartas, como tem sido chamados atualmente, fazem parte da cultura cotidiana das últimas gerações aqui perto de onde moro. No Sul do Brasil é popular o uso do Baralho Espanhol. Bisca, Escova e principalmente o Truco, aqui é com o Baralho Espanhol. Digo principalmente o truco porque em outras partes do Brasil se joga o truco com um baralho normal de 52 cartas. Os jogos com o Baralho Espanhol não passam de 48 cartas.  

    O Truco que ensino, baseado nos manuais do Movimento Tradicionalista Gaúcho, é com 40 cartas. Práticas pedagógicas contemporâneas tem apontado ideias de interdisciplinariedade e transdiciplinariedade, nessa perspectiva jogos de maneira em geral apresentam-se com temas trasversais que podem ser trabalhados em salas de aula.

Bastião
(As de Paus)
    Ensinar Truco (com baralho Espanhol) é a possibilidade de estabelecer uma relação direta entre a cultura popular e a cultura formal das escolas. Saber não ocupa espaço dizia meu avô. O conhecimento das regras, dos meandros e até da matemática de um jogo de baralho é a abertura da possibilidade de metáforas com o mundo.

"33 de espadas, mas perdi de mão"

Diz a letra da rancheira de Telmo de Lima Freitas: "Esquilador".

    
Quem sabe o que é embido tem mais chances de entender, desde a tenra idade, o que é um blefe 

Dito pelo professor Fábio Freitas.