A SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

1º - A Revolução da Energia Elétrica

Dínamo manual

No final do século XIX a energia elétrica passou a ser utilizada, em um ritmo cada vez maior, pelas populações urbanas do mundo. A iluminação pública e as novas tecnologias interligadas e ela, representaram uma ruptura com os tempos passados, tão profunda quanto as inovações que as máquinas a vapor já vinham fazendo. Mas como os fios do telégrafo que acompanhavam as antigas linhas de trem, tudo andava junto no caminho das mudanças que avançavam.

Diferentemente do vapor, que exigia grandes caldeiras e transmissão mecânica por eixos e correias, a eletricidade podia ser transportada por fios e distribuída com flexibilidade para iluminar casas, mover motores individuais nas fábricas e, mais tarde, alimentar uma infinidade de aparelhos domésticos.

A noite deixou de ser um obstáculo para o trabalho e o lazer, os bondes elétricos substituíram os veículos de tração animal, e as casas passaram a contar com uma fonte de energia limpa (para os padrões da época) e disponível a um toque de interruptor. A eletricidade encurtou distâncias, prolongou o dia produtivo e criou uma nova experiência sensorial urbana: as cidades nunca mais seriam escuras e silenciosas como antes. Mais do que uma fonte de energia, a eletricidade tornou-se símbolo de modernidade e progresso, associada à ideia de que a ciência poderia domesticar as forças da natureza em benefício da humanidade.

Paralelamente, o desenvolvimento do dínamo (gerador que converte movimento em eletricidade) e, inversamente, do motor elétrico (que converte eletricidade em movimento) permitiu que a energia gerada em usinas distantes fosse convertida em força motriz nas fábricas, substituindo os sistemas centralizados de transmissão por correias. Cada máquina podia agora ter seu próprio motor, aumentando a eficiência e a flexibilidade produtiva. O dínamo também viabilizou a geração em larga escala, com usinas hidrelétricas e termelétricas alimentando redes urbanas inteiras.


2º - Motores a Combustão e a Revolução de novo.

Enquanto a eletricidade iluminava cidades e movia fábricas, o motor a combustão interna (que queima derivados de petróleo como gasolina e diesel dentro de cilindros) revolucionou os transportes e a mobilidade. Diferentemente do motor a vapor, volumoso e de acionamento lento, o motor a combustão era compacto, leve e de partida rápida, permitindo sua instalação em veículos individuais.

O automóvel, aperfeiçoado por nomes como Daimler, Benz e Ford, deixou de ser um brinquedo de ricos para tornar-se, com a produção em série, um bem de consumo potencialmente acessível. O caminhão e o ônibus substituíram as carroças e diligencias; tratores mecanizaram a agricultura; navios com motores a diesel tornaram o transporte marítimo mais rápido e eficiente.

O petróleo, antes usado principalmente para iluminação (querosene), tornou-se a commodity estratégica do século XX, tão vital quanto o carvão fora para o XIX.

É interessante notar a relação simétrica entre o dínamo e o motor a combustão: ambos convertem energia de uma forma para outra. O dínamo transforma movimento (mecânico) em eletricidade; o motor elétrico faz o caminho inverso. Já o motor a combustão transforma energia química (do combustível) em movimento. Juntos, eletricidade e petróleo redefiniram as possibilidades técnicas da civilização industrial que vivemos atualmente.

Assim estudar a revolução industrial é estudar todo o avanço técnico da humanidade nos períodos mais rescentes e compreender o mundo em que vivemos hoje.


PARA CONTINUAR ESTUDANDO


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