"Os Sapos", de Manuel Bandeira

(versão reduzida para declamar em sala de aula)

Imagem criada pela IA nano banana2


    Enfunando os papos,

    Saem da penumbra,

    Aos pulos, os sapos.

    A luz os deslumbra.


    O sapo-tanoeiro,

    Parnasiano aguado,

    Diz: - "Meu cancioneiro

    É bem martelado.


    Vede como primo

    Em comer os hiatos!

    Que arte! E nunca rimo

    Os termos cognatos.


    O meu verso é bom

    Frumento sem joio.

    Faço rimas com

    Consoantes de apoio.