Viva a República revolucionária da Améirca: o dia em que nasceu os Estados Unidos.

Mapa das colônia britânicas onde tudo começou.

    O processo de independência das 13 colônias inglesas da América do norte constituiu-se numa verdadeira revolução ao dar origem a um sistema de governo inédito na história e que influenciou a evolução política de outros países pelo mundo, pré-inaugurando, por assim dizer, os tempos contemporâneos. Alguns desses acontecimentos ligados ao início dos Estados Unidos da América Independentes, ocupam um lugar especial na História Geral da humanidade.

    Para tratar bem desse assunto devemos começar pelos antecedentes da colonização britânica na América que apresentou algumas características destacadamente diferentes dos demais processos coloniais implantados nesse novo mundo pelos europeus. A colonização britânica se destacou pela ação decisiva de uma migração de refugiados religiosos que negavam-se a seguir; ou a Igreja Anglicana ou o parlamento inglês ou ambos e por esse motivo eram desfavorecidos, senão discriminados pelo estado. Dessa maneira grande parte dessa população não alinhada com a Igreja estatal inglesa acabou vindo para a América para construir uma nova vida. Eram regugiados ingleses, escoceses, irlandeses, desdendentes de holandeses e até dinamarqueses, que já traziam em seu íntimo muito sentimento de rompimento com os poderes europeus.

    A atitude contra o domínio da coroa britânica levou os colonos a uma desobediência sistemática ao fundamento do antigo sistema colonial, o monopólio comercial, aplicado com rigor no restante da América pelas outras monarquias colonizadoras. O monopólio comercial determinava que somente navios de bandeira da metrópole colonizadora poderiam atracar nos portos do “novo mundo” para realizar o comércio externo. Os colonos norte-americanos contrariando os atos de navegação (leis inglesas que regulamentavam o monopólio comercial inglês) dedicaram-se, desde o início de sua colonização, ao contrabando com outras colônias da América, fazendo também comércio na África e na Europa, da mesma maneira que recebiam sem pudor em seus portos navios e navegadores de outras partes do mundo (especialmente da Holanda), chegando a abrigar em seus territórios, piratas que pilhavam os navios espanhóis no Caribe.